Não é preciso fazer muito ao bebê assim que ele nasça. Contato imediato pele a pele com a mãe, e respeito á fisiologia da transição são os maiores segredos.
HUMANIZANDO A RECEPÇÃO AO RECÉM NASCIDO
Apesar das evidências a favor dos processos mais suaves de recepção ao recém nascido, na maioria dos hospitais do país, tanto públicos quanto privados, as regras básicas são totalmente ignoradas, quer por desconhecimento das evidências, quer por acomodação das rotinas (é mais prático se fizermos assim) e jurídicas (e se os pais processarem?).
O Manual de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria já deixa claro que não é necessário aspirar bebês que nascem vigorosos, que o cordão não deve ter cortado imediatamente, e que o contato pele a pele é mandatório. No entanto, verdade seja dita, é muito mais prático para as rotinas hospitalares se o cordão for ligado imediatamente, o bebê levado para o berço aquecido, aspirado, examinado, identificado, pesado e levado de volta à mãe, quando não para a observação de seis horas num berçário isolado.
Para facilitar a vida dos pais que quiserem exigir um tratamento baseado em evidências para seu bebê, segue a lista do que é importante no processo de recepção ao recém nascido. É assim que trabalham alguns dos pediatras mais requisitados do Brasil, justamente por respeitarem a fisiologia de transicão do recém nascido e o direito ao contato imediato mãe-bebê.
Supondo um bebê de termo (mais de 37 semanas de gestação) ou bem próximo disso, 35 ou 36 semanas:
1) O bebê nasce e é colocado imediatamente no colo de sua mãe, onde poderá ser então enxugado delicadamente, suavemente, sem pressa, com panos bem macios. Enquanto o bebê é enxugado, o pediatra vai sentir a pulsação do cordão, para ver se o bebê está bem. Bebês com frequência cardíaca maior que 100 bpm devem ser apenas estimulados, caso já não estejam chorando ou respirando.
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